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    Chuvas de 2018

    Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) concluído com êxito.

    Empregado da Alunorte
    Os compromissos decorrentes das fortes chuvas de 2018 em Barcarena foram totalmente implementados

    Em fevereiro de 2018, a região de Barcarena foi atingida por inundações após dois dias de chuvas intensas. As áreas alagadas incluíam a refinaria de alumina da Alunorte.

    Após as chuvas, comunidades vizinhas à refinaria de alumina manifestaram preocupação de que o alagamento pudesse ter causado transbordamentos ou vazamentos dos depósitos de resíduos de bauxita da Alunorte para as áreas do entorno. Diversas inspeções no local confirmaram que não houve transbordamento ou vazamento dos depósitos de resíduos sólidos da Alunorte — locais controlados e tecnicamente preparados para o armazenamento de resíduos de bauxita.

    No entanto, a operação sofreu um embargo que restringiu em 50% a capacidade de produção da Alunorte, bem como o uso do Depósito de Resíduos Sólidos 2 (DRS2), por determinação da justiça e de órgãos brasileiros. O embargo vigorou de 27 de fevereiro de 2018 a 26 de setembro de 2018.

    Em 5 de setembro de 2018, Alunorte e Hydro assinaram dois acordos com o Governo do Estado do Pará e os Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Estado do Pará (MPPA), representando marco importante nos esforços para retomar as operações normais da refinaria de alumina:

    TAC – Realização de auditorias independentes com o objetivo de esclarecer as principais questões e preocupações da sociedade local em relação às fortes chuvas ocorridas em fevereiro de 2018, além de melhorias operacionais e outras medidas.

    Termo de Compromisso (TC) – Esforços e investimentos adicionais relacionados ao desenvolvimento social das comunidades em Barcarena, totalizando 150 milhões de reais.

    Conclusão do TAC

    Com o engajamento essencial dos representantes do Comitê de Acompanhamento, Comitê Técnico e grupo signatários, o TAC foi concluído com êxito. Atendendo ao objetivo da investigação, as iniciativas do TAC foram conduzidas de forma transparente e não constataram dano ambiental que pudesse ocasionar danos à saúde humana oriundo das atividades de Alunorte durante as fortes chuvas de fevereiro de 2018 no município de Barcarena. Além disso, o TAC proporcionou benefícios diretos à comunidade e à região.

    Destaque para os resultados do TAC: 

    As chuvas provocaram alagamentos na região

    Em fevereiro de 2018, a região de Barcarena, no estado do Pará, foi atingida por fortes chuvas, com frequência superior a 239 milímetros em aproximadamente 24 horas, entre os dias 16 e 17 de fevereiro, volume muito superior à média normalmente observada nesta época do ano. Segundo os registros públicos oficiais, a precipitação em 24 horas foi o dobro do registrado em todo o mês de fevereiro do ano anterior. As chuvas provocaram inundações na região, incluindo diversas comunidades localizadas em Barcarena e arredores.

    Os sistemas de gestão de água da Alunorte funcionaram adequadamente durante as chuvas. No entanto, em 16 de fevereiro, houve queda de energia externa e incidência de raios. Estes dois acontecimentos afetaram a capacidade do sistema de tratamento de efluentes da Alunorte. Vale ressaltar que apenas a capacidade do sistema de tratamento de efluentes foi afetada, o processo de tratamento continuou funcionando conforme o esperado. Para superar essas condições adversas, durante o período de chuvas, medidas de segurança operacionais e emergenciais foram adotadas pela Alunorte, de modo a priorizar o tratamento das águas oriundas das duas áreas de depósitos de resíduos de bauxita. Em nenhum momento, o abastecimento ultrapassou a capacidade máxima da estação de tratamento de água.

    a person wearing a helmet and riding a boat on a river

    As áreas dos depósitos de resíduos de bauxita operaram conforme projetadas durante todo o período de chuva. Toda a água da chuva que caiu, e teve contato com o resíduo de bauxita, foi conduzida por meio dos canais do sistema de drenagem para as bacias de contenção. Essa água foi então processada pela Estação de Tratamento de Efluentes Industriais da Alunorte, onde foi tratada antes de ser lançada no Rio Pará, conforme a licença de operação.

    Assista aos vídeos abaixo para entender como funciona o sistema DRS:

    Vídeo do DRS 1: https://www.youtube.com/watch?v=d9QfRPEbPv4
    Vídeo do DRS 2: https://www.youtube.com/watch?v=SDL3qdZ_muU

    Após as chuvas, foi confirmado por inspeções externas que não houve transbordo ou vazamento dos depósitos de resíduos de bauxita da Alunorte durante as fortes chuvas de fevereiro de 2018.

    Essas análises foram feitas pelos órgãos competentes, incluindo o órgão ambiental licenciador (SEMAS) e o órgão ambiental federal (IBAMA).

                              Documentos aprovados a serem referenciados
    Nome Link
    Linha do tempo detalhada e visão geral da situação na Alunorte https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/alunorte-timeline.pdf
    Estudo de professores da Universidade Federal de Campina Grande, Brasil https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/ufcg_auditoria_hydro-relatorio_assinado_en.pdf
    Documentário da NRK Brasil – Histórico e fatos (pdf) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/nrk-brazil-documentary-background-and-facts.pdf
    Relatório Enviro-Tec (pdf, 9.03Mb) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/report-enviro-tec.pdf
    SGW Environmental Review – relatório (atualizado em 14 de abril) (pdf, 7,33 MB) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/pj1333c5330_-sgw-environmental-review-report-updated-april-14.pdf
    Apresentação sobre a situação na Alunorte - 15 de março de 2018 (pdf, 1,65Mb) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/press-briefing-alunorte-situation-15march2018-final.pdf
    Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – Assinado com Ministério Público e Governo do Pará/SEMAS.pdf (pdf, 0,18Mb) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/tac-alunorte-unofficial-translation.pdf
    Termo de Compromisso (TC) – Assinado com o Governo do Pará.pdf (pdf, 0,17Mb) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/tc-alunorte-executed-unofficial-translation.pdf
    SGW Environmental Review – apresentação em 09 de abril de 2018 (pdf, 2.67Mb) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/sgw-presentation-hydrocom.pdf
    Apresentação principal da Hydro 09 de abril de 2018 (pdf, 1,09Mb) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/hydro-main-presentation.pdf
    Nota da SEMAS, 15 de janeiro de 2019 (pdf, 0,2Mb) https://www.hydro.com/globalassets/07-media/brasil-situation/documents/notificacao_116511_semas.pdf

    Diversas inspeções no local confirmaram que não houve vazamento dos depósitos de resíduos da Alunorte. 

    Nenhum dano ambiental

    Diversas inspeções e auditorias realizadas dentro da refinaria por órgãos do governo local, estadual e federal e consultorias independentes confirmaram que não houve transbordo dos depósitos de bauxita da Alunorte. As águas de chuva que caíram nos depósitos foram devidamente direcionadas para serem tratadas na Estação de Tratamento de Efluentes Industriais da Alunorte. Em seguida, esses efluentes tratados foram lançados no rio Pará. A não ocorrência de transbordo dos DRS também foi confirmada por auditorias terceirizadas independentes, inclusive por uma empresa indicada pelo Ministério Público Federal. A informação foi apresentada durante audiência na 9ª Vara Federal de Belém.

    a group of people wearing helmets

    A refinaria possui o estado da arte em tecnologia para o tratamento e destinação dos resíduos oriundos da produção da alumina. As atividades estão devidamente licenciadas e as operações da planta são monitoradas e auditadas por autoridades governamentais e por empresas certificadoras independentes.

    Descartes emergenciais e controlados de água da chuva no rio Pará realizados com o objetivo de otimizar a operação da estação de tratamento de efluentes da Alunorte

    Não houve transbordo durante o evento de 2018. Devido às fortes chuvas neste período e à falta de energia, duas situações excepcionais foram registradas na Alunorte, não relacionadas aos DRSs:

    i. A Alunorte realizou lançamentos emergenciais controlados de águas pluviais da área da refinaria, após tratamento de pH, no Rio Pará por meio de um canal velho, sem passar pela estação de tratamento de efluentes industriais, priorizada com o tratamento de efluente oriundo dos DRSs. Com base em medições no rio Pará durante e após as chuvas, não houve nenhum dano ambiental.

    A descarga de emergência controlada:

    • Aliviou a pressão na Estação de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEI), evitando a sobrecarga do sistema e garantindo que os efluentes provenientes das DRSs fossem tratados pela ETEI,
    • De acordo com as medições de pH e turbidez realizadas no rio Pará durante o período, os limites de turbidez e pH estavam dentro daqueles estabelecidos na licença operacional da Alunorte, 
    • As consultorias ambientais e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) concluíram que a decisão de descartar as águas pluviais pelo canal velho foi a melhor alternativa para evitar uma possível sobrecarga do sistema da ETEI devido a essa situação. Esse fato também foi confirmado pela consultoria independente contratada pelo Ministério Público Federal.  

    ii. Devido ao alagamento de parte da planta da Alunorte (sump 45), uma pequena quantidade de água da chuva percolou, através de rachaduras provocadas pela ação do tempo no selo de concreto, de dentro de um antigo tubo de drenagem que estava vedado. Esse duto terminava fora da área da refinaria (para um terreno também de propriedade da Alunorte). Não houve dano ambiental.

    a person holding a phone

    O sump 45 servia como uma bacia de captação e armazenamento do excesso de água da chuva em área não operacional (estacionamento e almoxarifado), para ser bombeada para a estação de tratamento de efluentes industriais. Em função da falta de energia, a estação de bombeamento do sump 45 desligou e, com o alagamento, não pôde ser reiniciada. A água da chuva no local atingiu um nível tão alto, que alcançou uma antiga tubulação de drenagem selada com concreto (antigamente utilizada para drenagem durante obras de construção da refinaria no local). Devido ao intemperismo, rachaduras finas se desenvolveram na vedação de concreto deste tubo de drenagem, o que permitiu que a água percolasse em uma área desabitada e pantanosa ainda dentro da propriedade da Alunorte.

    A quantidade de água da chuva que percolou das rachaduras foi irrelevante. Além disso, estudo técnico realizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) comprovou que o escoamento nunca poderia ter atingido nenhum dos corpos d'água locais. Medições de pH do solo na área do local confirmaram que não houve dano ambiental.

    Vídeo sobre o SUMP 45: https://youtu.be/1T9WamLRKO8

    a construction site with a crane

     O embargo operacional foi suspenso quando a auditoria externa confirmou que a Alunorte possui operações robustas em vigor

    Múltiplas inspeções confirmaram que não houve vazamento da Alunorte

    Um embargo que reduziu em 50% a capacidade de produção da Alunorte, bem como interrompeu a utilização do Depósito de Resíduos Sólidos 2 (DRS2), foi determinado pelos tribunais e órgãos brasileiros em 27 de fevereiro de 2018.

     

    Durante a audiência realizada em 12 de abril de 2019, uma consultoria independente contratada pelo Ministério Público Federal confirmou a inadequação da medida de redução da produção da Alunorte e comprovou a segurança operacional e robustez da refinaria. Em consonância com essa conclusão, a Justiça Federal de Belém suspendeu o embargo à produção da Alunorte em 20 de maio de 2019.

    a few men in hardhats looking at a piece of wood

    Apesar das evidências de não ocorrência de transbordo dos DRS´s e da ausência de dano ambiental, a Alunorte assinou um Termo de Conduta Ajustado (TAC) para desenvolver estudos técnicos para confirmar a ausência de danos relacionados às chuvas de fevereiro de 2018, e também identificar potenciais melhorias para aumentar ainda mais a segurança das operações da Alunorte.

    Mais informações podem ser encontradas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).


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